quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Pela abolição das forças armadas





Um dos maiores problemas que o Brasil enfrenta hoje é uma ilusão coletiva sobre o exército como instituição. Assim ele seria formado por super honestos e competentes indivíduos que realmente precisam dirigir a nação. Droga nos literalmente temos diversos ministros comandados por militares, pois segundo as palavras de nosso grande ex coronel presidente, ordem dada é ordem cumprida, a um militar.

Essa forma de entender o exército precisa ser combatida de todas as formas possíveis. Primeiro que nunca existiu um grupo, ou forma de organização mais ilógica, e absurda que a das forças armadas. Tudo nos meios militares gira ao redor de planejamento central, status e ordem. Seu lugar em um exército é dado por onde você se coloca numa hierarquia, quantos homens você pode comandar. Patentes são rankings que reconhecem sua possibilidade de mandar nos outros. Logo seu mérito é medido pelo número de pessoas que você pode sair comandando em relação a absolutamente tudo. (Forças armadas sempre foram a coisa mais antiliberal do universo)

Note que o exército se organiza exclusivamente como organização centralmente planejada, e comandada por seus líderes. Ordens são absolutas, personalidade, individualidade, ou até desejos de cada um dos integrantes, nada disso importa. A ordem tem que ser imposta de cima para baixo, agindo de forma coercitiva para com todos que estão na organização. Não coincidentemente o exército lembra muito em sua estrutura um estado totalitário. Os focos nas ordens, centralidade dos comandos, e na autoridade dos líderes é o mesmo. Não é à toa que apesar de deficiências crônicas em outros ramos, países totalitários sempre conseguiram organizar forças armadas poderosas. Tais países simplesmente funcionam sobre as bases que são o normal de um exército.

Então nós temos essa estrutura de organização totalmente ilógica, contraria a individualidade, e espontaneidade das pessoas. E nós supostamente acreditamos que essas pessoas sempre acostumados a subordinação, e seguir ordens sem questionar vão nos proteger?

Não existe uma ameaça maior a democracia em qualquer país do que a apresentada por suas próprias forças armadas. Em 1964 não foi para nos proteger de absolutamente nada que o exército brasileiro derrubou a república que havia até então. Foi literalmente feito um golpe de estado para tomar o poder. Se for olhar durante toda a história, a única coisa que permite a manutenção e permanência de projetos de poder totalitários são as forças armadas.
Observem como o glorioso exército venezuelano protege seus cidadãos, mantendo com o uso da força a ditadura de Maduro, ou o exército da Coreia do Norte apoia com unhas e dentes Kim Jong Un. Não se encontra na história uma instituição que tenha feito tanto para reprimir, e afastar o povo do governo quanto o exército. Sinceramente se estes generais e militares são nossa proteção, minha maior preocupação é literalmente: Quem diabos me protege da droga desses militares?

No contexto atual se faz desesperadamente necessário repensar o papel de forças armadas em uma democracia. Nós realmente precisamos de centenas de milhares de pessoas armadas, para nos defender da ameaça inexistente dos argentinos na fronteira, ou dos grandes paraguaios? Quais são esses conflitos e questões importantes que o exército está fazendo que auxiliam o Brasil em seu desenvolvimento?

Porquê da forma como eu compreendo, a única coisa que os militares na atualidade representam são centenas de milhares de armas, e pessoas ociosas. E a qualquer momento tais podem decidir que não querem mais brincar de democracia, instituindo uma nova ordem na base da bala. E peça a Deus para fazer algo nessa situação, já que imagino que apenas ele poderia te proteger de tais pessoas, e máquina de guerra.

(Eu meio que só estou escrevendo isso, porque semana sim, semana não esses caras ameaçam dar um golpe )

sábado, 10 de outubro de 2020

Ciro Gomes era a melhor opção em 2018?



Em face do desastre do governo Bolsonaro, tem sido uma atitude até bastante comum entre liberais, olhar um governo Ciro Gomes como alternativa preferível, melhor escolha em 2018, ou possivelmente até para novas eleições. Eu sou extremamente cético em relação a essa possibilidade, por razões que tentarei detalhar.

Primeiro existe a questão das óbvias propostas populistas, e sem nenhuma chance de serem colocadas em prática, que o Cirão constantemente defendia. Imaginar que era possível zerar em meio à péssima a situação fiscal da união, os cadastros de restrição de crédito do Brasil todo, é o tipo de ideia pela qual a esquerda é constantemente acusada de terraplanismo econômico. Sim, o estado brasileiro com déficits bilionários, serviços públicos, e situação de contas públicas calamitosas, tinha o dinheiro sim, para investir em um mega programa de financiamento para pessoas físicas. Esse é o típico almoço grátis, grande estímulo ao consumo, endividamento e gastos pessoais, que são clássicos exemplos de um modelo econômico falido.

Bom tirando a brilhante ideia de jogar a austeridade econômica para o escanteio (estamos falando do candidato que mais adorava falar mal da pec do teto de gastos), existem problemas até maiores na visão econômica do Ciro Gomes. Sua visão e defesa do nacional desenvolvimentismo é outro ponto prevalente da retórica política do Cirão. Ou seja, voltar a mesma a formulação fracassada de substituição de importações, e ideias de desenvolvimento do Celso Furtado, que dessa vez sim dariam certo. Tais já eram uma má ideia nos anos 60, pela mesma razão que criar uma barreira tarifária, forçar os consumidores de um local a pagar mais caro por um determinado produto é uma má ideia. Se taxar importações trouxesse esses grandes resultados, talvez estados e municípios devessem erguer barreiras de importação. Logo terão desenvolvimento e indústrias locais de altíssima qualidade nessa lógica. Agora numa economia extremamente globalizada como a atual, aonde as vantagens comparativas dominam, e os fluxos de capital são internacionais, esse discurso é um absurdo. A volta do nacional desenvolvimentismo representa a volta das políticas que deixaram o Brasil pobre, e geraram crescimento baixo, e estagnação por décadas. Então não, a imaginada balança de pagamentos, entre exportações e importações não representa a falência do Brasil. E impedir nossos consumidores, e produtores de buscarem as maiores vantagens, e benefícios no mercado exterior é uma péssima ideia.

Um ponto interessante nos programas de governo do Ciro Gomes, é como tal não critica a questão de investimentos público, controle de preços, ações de estatais, e muitos políticas localizadas. Este apenas diz que as atuações do estado em governos anteriores como o Dilma, foram feitas a partir de bases erradas. Mas ele vai trazer qualificação, critérios técnicos para permitir aos administradores planejarem, e fazerem exatamente as atuações certas na economia.

As propostas do Ciro lembram muito a figura do estado gerencial, uma tecnocracia altamente especializada gerindo a economia, e levando aos resultados certos. Nisso a influência de Kenneth Galbraith é particularmente perceptível. Ciro é o homem criticando, falando dos imensos excessos, e resultados catastróficos, que ocorrem quando se deixa a atividade econômica nas mãos de indivíduos. Ao mesmo tempo que defende como os técnicos, e economistas em Brasília devem atuar, como os grandes gerentes da economia nacional. Nós precisamos de nossos grandes políticos e burocratas guindo a atividade econômica, se não ninguém sabe os terríveis abusos, ineficiências e práticas que empresas atuando seguindo o próprio interesse podem trazer. Ou seja, ele expressa uma crença genial, aonde o que realmente precisamos é dar mais poder para os brilhantes economistas e técnicos em Brasília.

Existem muitos pontos que tornam Ciro Gomes uma escolha completamente inaceitável conforme ideias liberais. Droga ele já argumentou contra programas de metas de inflação, e independência do banco central, tentando levar o Brasil para a década de 60, em termos de política monetária. Eu não quero aqui retratá-lo como a pior escolha do universo, nem discutir se ele seria capaz de pôr em prática muitas de suas promessas. No entanto não são nem superficiais, nem irrelevantes os pontos em que um projeto de governo Ciro Gomes deve ser combatido, pois mistura muitas das piores práticas e ideias da esquerda de 50 anos atrás. E eu espero que o Brasil realmente possa fazer melhor que isso.

( Reação natural do Ciro, quando perguntam fontes, ou as bases de suas afirmações









sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Conservadores e fascistas.

 

Então, eu sou forçado de novo a discutir a relação do fascismo com o conservadorismo: https://www.facebook.com/arroyopostagem/photos/a.112355530567848/112379940565407/, https://www.facebook.com/photo?fbid=3029709240442089&set=a.553389238074114.
Apesar dessa não ser a discussão que eu gostaria de ter com os libertários, já que eu tenho muito mais problemas, com a associação do livre mercado, o instrumento que trouxe maior progresso, e transformação para a humanidade, com um suposto conservadorismo assim como com a pauta cultural, e coletivismo da direita, que é de muitas formas incorporada, e seguida por muitas pessoas que teoricamente se admitem libertários.

Mas não, vocês me pediram para discutir fascismo, então vamos lá. Agora é importante esclarecer que primeiro estou descrevendo principalmente a posição conservadora, e a direita, conforme tal era percebida no ancien regime. O regime mercantilista, de proteção de privilégios, posse da terra, garantia de força de trabalho, estrutura de classes, e situações de exploração por meio de força do estado, esse era o primeiro status quo, que conservadores buscaram preservar, em face do desafio liberal, seu discurso de liberdade, igualdade perante a lei, fim do imperialismo, e constantes guerras, assim como as ideias de laissez faire, que eram prevalentes na Europa do século 19. Eu não acho que os conservadores modernos, são radicalmente diferentes, mais individualistas ou libertários que tais figuras do século 19, mas vamos trabalhar com essa distinção por um tempo.  

Assim, se considerarmos, de um lado uma posição e esquerda, liberal do século 19, contrastada com um sistema absolutista, de poder dos monarcas, corporativismo, e participação do estado, e imperialismo, que era favorecido pelos conservadores, espero que minha associação dos conservadores ao nazifascismo faça mais sentido. Um evento importante nessa minha trajetória, se encontra no governo de Bismarck na Alemanha, que para mim demonstra a posição, e políticas que definiriam o conservadorismo, durante o século 20.  

A Alemanha sobre Bismarck, foi marcada por um enorme crescimento do estado, sua atuação sobre a economia, e sociedade. Agora um fenômeno interessante nesse crescimento, é que tal em parte foi direcionado a fins socialistas, direitos sociais, cooptação e incorporação de sindicatos ao estado, controle das classes trabalhadoras. Assim muitos trazem esse governo para uma orbita, e um exemplo do que seriam os exemplos das sociais democracias.

Agora os fins, que essa incorporação do estado sobre a economia tomaram, eram por demais incomuns, se considerarmos as ideias, e elementos principais do ideário socialista Tais faziam parte de um projeto nacionalista, de gloria, e conquista imperial, que Bismarck, e o povo alemão almejava, e veio a se dedicar por meio das conquistas militares no século 20. Ademais tal buscava abertamente, proteger os interesses, poder das elites colocadas, com um sistema corporativista, que dava benefícios as grandes empresas, buscava manter, e proteger exatamente os privilégios da aristocracia, burocratas, e grandes empresários da Alemanha da época.

Eu considero essa contradição, entre o projeto nacionalista de gloria e poder, militarismo, imperialismo, uma glorificação de elites e grandes empresários, e o fato que tais são chamados a participar do governo, com a abertura ao trabalhismo, direitos sociais, uma retorica populista, e apelo as massas, um elemento frequente no discurso conservador. O governo de Bismarck, se tornou em enorme medida um modelo, o qual foi seguido por grupos conservadores no mundo todo. Assim uma trajetória da direita, no século 20, e de muitos grupos que aderiram a um projeto conservador, apenas pode ser compreendido, na forma em que tais apoiaram, em enorme medida tanto as medidas estatistas da direita, quanto da esquerda. Assim foram diversos governos republicanos sobre os Estados Unidos, a Inglaterra sobre Churchill, e tais não podem ser tão simplesmente desvinculados da compreensão do conservadorismo.

Assim a partir do sentido que eu faço esse recorte da experiência conservadora, no século 20, que eu principalmente associo esse movimento ao nazifascismo. Nazismo principalmente se diferencia do comunismo, por principalmente não buscar abolir organizações, fora do estado, mas sim coopta-las como método para realizar seu poder sobre a sociedade. Foi exatamente isso que o nazismo realizou na Alemanha, principalmente abordando a família, propriedade privada, indústria, de modo aumentar o poder do estado sobre indivíduos. Uma análise mais cuidadosa de governos conservadores, observa que tais fizeram a mesma coisa. O estado regulatório, e o corporativismo do governo, não foi particularmente diferenciado do praticado em outros locais, aonde a indústria, iniciativa privada, e livre mercado, foi em enorme medida colocado para cumprir as necessidades do welfare state, e do complexo militar industrial estatal. Esta foi a realidade nos próprios Estados Unidos da América, a terra da liberdade dos conservadores.

Esta não é a única base para essa comparação, já que em sua maioria, os regimes nazifascistas se voltaram a cumprir exatamente o mesmo programa mercantilista, de gloria e poder nacional, imperialismo e dominação militar, que foi primeiramente movido por conservadores. O século 19 foi uma era de imperialismo, conquista militar, escravidão que em enorme medida era defendida por conservadores, na base de mitos de gloria, nacional. Estatismo, a utilização do estado nacional para obter benefícios, e exploração econômica de outros povos e grupos, foi em enorme medida um projeto conservador, que os nazistas apenas ressuscitaram. Da mesma forma que Bismarck tinha feito anteriormente, Mussolini criou direitos trabalhistas sim. Mas tais não eram parte de uma enorme preocupação, abertura ao socialismo desses grupos, mas sim um método para incorporar as massas, classe trabalhadora, e o próprio movimento trabalhista, a suas ideias de conquista e gloria nacional.

Aqui é importante entender uma discussão que o próprio Rothbard já colocou entre os fins conservadores e liberais.  Em termos de fins de grupos políticos, Rothbard elabora que liberais e socialistas, ambos aceitam os fins de maior liberdade, melhores padrões e qualidade de vida para as massas, razão, fim a guerras, possibilidade de coerção e violência. Agora o autor contrasta tais fins, aos dos conservadores, a defesa da religião, do status quo, da sociedade baseada em privilégios, imperialismo e nacionalismo. É interessante, pois em enorme medida, o nazifascismo compartilha os fins, desejo de controle, manutenção da ordem, autoridade, e gloria nacional com conservadores. A diferença principal, se encontra quanto a em que medida os conservadores estão dispostos a se utilizar de coerção, violência para alcançar tais fins.

Bom, esse texto está aleatório, e não indo a lugar nenhum. Mas meus pontos são, o nazifascismo é em enorme medida uma evolução do sistema corporatista, tentativa de formação de um governo para as elites, e que se utilizasse do estado para proteger seus interesses, regime característico de governos conservadores. Em enorme medida o projeto nacionalista, de exaltação a violência, conquista e militarismo, que marcou o nazifascismo é herança dos próprios governos conservadores, que também atuaram exatamente nessa linha. E que a confusa defesa de direitos sociais, cooptação da sociedade, suas organizações e da sociedade civil ao estado, foi um projeto tanto conservador, quanto do fascismo na época. E essa é em grande medida minha base para a comparação.

Algo que é pouquíssimo levado a sério é a extrema ameaça que o coletivismo de direita representa no mundo atual. Da Na medida em que a glorificação ao militarismo e identidade nacional se manifestam, tais representam sérias ameaças a liberdade, que partem costumeiramente de conservadores, e os levam a fazer coro com fascistas, por isso minha recriminação e reclamação constante quanto a tais.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

O problema do cálculo econômico sobre o socialismo.



Uma confusão muito comum na esquerda, se encontra na crença que o socialismo teria dado errado, principalmente pela emergência de regimes totalitários, que teriam pervertido o socialismo, destruindo a democracia. Uma análise mais cuidadosa, demonstra que a aparição de ditaduras, foi mais um sintoma, do que a real causa do fracasso de certos regimes.

Socialistas, ao aceitarem o controle governamental dos meios de produção enfrentam uma contradição inescapável. De um lado tais tinham os fins de maior liberdade, democracia, produtividade, elevação da qualidade de vida das pessoas, particularmente dos mais pobres. No entanto controle governamental dos meios de produção, torna impossível a realização desses fins. Com os meios de produção em posse do governo, não existe um mercado para meios de produção, não existindo um mercado, não existe um sistema de preços, capaz de alocar os meios de produção, conforme oferta e demanda, pelas necessidades das pessoas. O resultado logico aqui é o completo caos econômico.

Encarando a impossibilidade do socialismo em realizar seus próprios fins, a resposta de muitos regimes foi brutal. Os remanescentes da propriedade privada, e muitos dos ideais de liberdade e democracia, levaram a culpa pelas dificuldades que planejadores centrais encontravam em sua tarefa de reorganizar a sociedade. Essa resposta deu origem aos governos totalitários, e calamidades que observamos no socialismo histórico.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

O mito de laissez faire no século 19.

 

Talvez uma das mais interessantes lendas sobre o liberalismo, se encontra na narrativa encontrada tanto na esquerda quanto na direita, que já tivemos algo muito próximo a liberalismo completo, no século 19. Apesar de ser absurdo essa descrição da era em que prevaleceram diversas formas de estatismo, conquista colonial, e militar de amplas partes do mundo, escravidão, e em que inclusive a enorme maioria das pessoas, incluindo mulheres e diversos grupos, eram excluídas da participação política, e econômica. Essa é supostamente a era de ouro do liberalismo.


No entanto não é necessário ser um gênio, para compreender porque é politicamente útil tanto para direita quanto para a esquerda, manter esses mitos sobre o século 19. A esquerda, como nosso famoso garoto Jones Manoel adora fazer, pode descrever o liberalismo como o pior regime do universo, se utilizar dessa era de ouro para condenar completamente essas ideias políticas. Assim justificando o fato que tais precisam ser abandonadas, e destruídas no mundo contemporâneo.


Já a direita, pode se utilizar desse fantasma de um perfeito século 19, que deseja conservar, para com sua retorica de defesa do livre mercado, promover as exatas medidas que vão destruir liberdades, e impedir a realização de uma sociedade livre.


Agora é importante para liberais não caírem nesse jogo, e se imaginarem como os defensores do imperialismo britânico, ou das brilhantes realidades do século 19. Esse é o jogo, e debate que a esquerda deseja travar com vocês, com autores como Domenico Losurdo, enumerando as bilhões de mortes que teriam sido causadas pelo liberalismo. Logo é necessário entender como essa realidade, e passado, está completamente contra tudo que liberais defendem, e precisa ser criticada, e repudiada de todas as formas possíveis.

domingo, 23 de agosto de 2020

A impossibilidade da renovação da esquerda.

POR QUE OS CRISTÃOS REPROVAM O PT, PSOL, PSTU, PCO, PCDOB, PSDB ...

Então, os partidos PSOL, e PDT, decidiram vetar candidatos que passaram por grupos de renovação política.  Nossa esquerda que não fez absolutamente nada de errado nos últimos anos, julga que o importante agora é manter seu purismo ideológico, negando a influência perniciosa desses grandes movimentos por renovação.

Agora a atitude em si é algo menor, mas representa um sintoma do problema maior da esquerda, sua incapacidade de renovação, e trazer soluções novas, para os problemas da sociedade.

Por consistirem daqueles que dizem se importar enormemente com a causa dos mais pobres, o que impressiona na esquerda é sua completa incapacidade de propor absolutamente qualquer coisa, que realmente melhore a vida dos mais necessitados.

A ideia ruim preferida da esquerda, socialismo, é algo que foi tentado em todos os continentes gerando imensos e inegáveis fracassos em todas as tentativas. Em face de exemplos como a Venezuela, ainda temos uma esquerda que enxerga o socialismo como modelo, e direção para o futuro de nossa sociedade. Que o resultado da tentativa, tenha sido enorme miséria, quebra da economia venezuelana, e a destruição da qualidade de vida de milhões de pessoas, parece um detalhe menor, quando se consideram os supostos méritos socialismo. Ao contrário de enormes setores da população, eu ainda não esqueci o fato que muito da dita esquerda moderada Brasileira, glorificava o socialismo do século 21 venezuelano, e queria exportar esse modelo para o Brasil.

Eu não vou elaborar esse ponto, mas gostaria que você considere que talvez a social democracia, e formas mais moderadas de socialismo, também trouxeram péssimas consequências para os mais pobres. Não existe nada radicalmente diferente entre o comando do estado democrático, e muitas das ordens de um país socialista. Pedir que o governo faça algo, consiste de principalmente defender a aplicação de violência, uma ordem que será aplicada aos outros, sem sua concordância, e muito da capacidade de discuti-la. A natureza, e o que governos usualmente realizam, isso não magicamente se transforma pelo fato de existir uma eleição a cada 4 anos.

Os resultados de principalmente dar ordens aos pobres, por meio da violência, não foi enorme expansão da riqueza, e melhora das condições de vida da população. Na verdade, muitos dos locais que mais rigidamente seguiram esse sistema, são exatamente regiões aonde a qualidade de vida exatamente dos mais pobres, se encontram piores. Governos não consistem dessa instituição magica, e particularmente funcional para resolver problemas, e ineficiências econômicas. Temos um estado governado por Jair Bolsonaro, não por um filosofo sábio, e bondoso, capaz de tomar decisões racionais, e realmente chegar a decisões corretas.

Os brasileiros vivem uma situação peculiar, aonde absolutamente todo mundo concorda que o governo em Brasília é absolutamente corrupto, ineficiente, em nenhuma medida preocupado, ou até mesmo capaz de fazer o melhor pela população.

Qual resposta a esquerda sempre dá a esse problema? Precisamos dar mais poder a políticos em Brasília, nossa pauta tem que ser por novos direitos, regulações, leis, estatais. Admitimos o estado extremamente disfuncional que existe hoje, mas lutamos pelo poder do mesmo governo. Queremos que ele possa interferir na vida das pessoas, e dar ordens aos outros por meio da força.

A coisa toda é uma loucura. A incapacidade de renovação, e superação do estado como solução para tudo, é reflexo de uma contradição inerente a esquerda moderna. Seus fins são louváveis, melhores condições de vida para as massas, liberdade, fim das desigualdades, pobreza, fim de descriminações, e diversas injustiças.

 No entanto os meios de atuação do estado, violência, e utilização de coerção são completamente incompatíveis com esses fins. Assim terminamos com uma esquerda que luta principalmente pela manutenção da pobreza, diminuição de liberdades, e por diversos privilégios de elites. Então basicamente a esquerda ao não querer mudar, deseja se manter lutando pelo fracassado projeto socialista, que fere principalmente as pessoas que diz proteger.


terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Análises semanais, e a tentação interminável de perder tempo


BOM, talvez minha introdução contenha algo difícil de acreditar, mas este não vai ser um daqueles vídeos de drama, refutações épicas, ou ataque as figuras da Gabi Xavier, ou ao Vídeo Quest. Na verdade nada diretamente voltado as pessoas ou muito do conteúdo deles será discutido, com a exceção do que é diretamente relevante a essa análise. Minha proposta se volta a criticar a mentalidade, e pratica de críticas semanais de episódios de anime, ou capítulos de manga. Este sendo um dos conteúdos primordiais dos dois canais. As limitações de escrever, e publicar reviews semanais para mim estão sempre presentes, e terminam por prejudicar a qualidade do produto final.

Primeiro, eu gostaria de ressaltar como a própria pratica de separar o objeto da crítica em únicos episódios, ou capítulos é extremamente arbitraria. Compare como um filme funciona em termos de unidade, enquanto um episódio de anime, ou capitulo de manga, não. Filmes são vendidos para contar histórias com começo, meio e fim, os quais são relativamente independentes de possíveis ligações, conexões, ou continuações. Tais são vendidos, criados e comercializados individualmente, não havendo muitas vezes nem ideia da possibilidade de uma sequência no momento de lançamento. Ademais se uma vier a existir, esta normalmente será publicada num espaço de 2 anos, ou mais do original. Logo filme é usualmente pensado como conjunto narrativo, e entidade separada, tanto no processo de criação, quanto na experiência e atitude da audiência em relação a obra.

Traduzindo a lógica para animes, e mangas, é bem obvio que o equivalente seria a série, ou conjunto de publicações de um manga como um todo. Episódios, salvo algumas exceções, não são primordialmente pensados como todos narrativos completos, contando histórias, ou arcos de personagem. Além disso sua estrutura, e eventos dependem principalmente de sua colocação e importância no contexto da historia. Séries, e mangas não são escritos ou feitos, se baseando na estrutura narrativa, ou duração de um único episódio. Se você considerar exemplos de animes adaptados de outras mídias, muitas vezes a divisão, momento de início e fim entre episódios, é completamente errática. Logo nem faz sentido buscar uma coerência ou razão por trás da separação.

A existência de blocos e separação de episódios apenas encontra sua razão em termos de como animes realizam propaganda, e são veiculados na Televisão. A cada obra é atribuída uma duração e horário especifico na Televisão, ou um espaço em uma revista semanal, ou mensal de publicação no caso de mangas (Não estou dizendo que sei exatamente detalhes, e estou gloriosamente simplificando a situação). No entanto esta não é a forma principal pelas quais animes são comercializados, uma vez que estes são vendidos em blocos contendo temporadas inteiras, nem a que são vistos, pois usualmente o conteúdo é maratonado como um todo por sua audiência.

Assim, não havendo um próprio senso de estrutura, ou razão na divisão, não consigo abstrair o raciocínio aonde episódios seriam vistos idealmente em termos de unidade. Tudo isso levanta a pergunta, porque tantas pessoas analisam e criticam episódios separadamente? Sério, eu realmente gostaria que alguém realizasse o argumento para essa prática, porque eu nunca achei apropriadamente um. Em como essa divisão primordialmente comercial, e de marketing, realmente deve ditar o objeto e muito do conteúdo de uma análise.

Obviamente a verdadeira resposta para isso se encontra na própria natureza do youtube, e das plataformas digitais, não na pratica da crítica ou criação de conteúdo. Sim o Youtube demanda que você crie vídeos num ritmo absurdamente rápido para crescer um canal, preferencialmente mais que 2 por semana. E não, não considero que haja nada desonesto nessa pratica, ela é quase uma necessidade, se você como criador, tem qualquer ambição financeira com a plataforma.  Mesmo assim, nesse espaço vou entrar em diversos problemas que youtubers caem ao se utilizar desse modelo, e suas inerentes limitações.

Como um caso de exemplo, vou ter que trazer a Gabi Xavier, pois ela ocupa uma posição especial como prolifica produtora de vídeos, especificamente desse tipo. Em seu conteúdo semanal, Gabi sempre cai naquela que considero a pior pratica em análises no geral, que é a de simplesmente descrever, e partir apenas para detalhar o que acontece num dado episódio.  Ao mesmo tempo agrega ou utiliza tais descrições para pouquíssimo em termos de crítica, ou para construir uma opinião sobre o material em si.

Note que não estou retirando o lugar particularmente importante que critica descritiva ocupa em qualquer análise. Ela pode ser um método importante para conseguir dar uma noção de diversos aspectos, por exemplo, o tom, a emoção, os detalhes. Muitas vezes a pratica de analisar se resume a encontrar os perfeitos eventos, que encapsulam perfeitamente a ideia que você quer passar.
No entanto, a diferença entre isso e um vídeo aonde metade do tempo simplesmente se relata o que acontece em um dado episódio, é óbvia. As descrições nesse tipo de vídeo não são adicionadas para examinar algo, exemplificar um ponto, ou criar alguma opinião sobre a obra. Ao invés disso tais se tornam a maior parte do efetivo conteúdo. Durante boa parte do tempo não consigo nem perceber o proposito por trás de muito desse detalhamento de eventos, eles não são acompanhados, nem de um julgamento de valor raso de certos méritos, um como isso foi legal, ou nossa, isso eu curti. Em relação a série de vídeos que estou me referindo, os da segunda temporada de One Punch Man, eu não estou exagerando, estes passam como quase um resumo, ou sinopse estupidamente longa, que você poderia encontrar na Wiki.

Sendo sincero, algo que eu adoraria entender é a filosofia ou razão por trás dessas descrições, para poder apropriadamente julgar o resultado buscado. Reviews usuais são comumente voltados a consumidores que não viram o anime, e querem ter uma melhor noção sobre se a obra é para eles. Nesse contexto pelo menos faz sentido um maior caráter descritivo, para a audiência pegar uma melhor ideia sobre o básico do material. Contudo analises de episódios são voltadas primordialmente (eu imagino), a pessoas que já assistiram o anime, sabem o que ocorre nele e querem saber exatamente a opinião e experiência do criador sobre os eventos. Ou seja, eu apenas enxergo, nesses longos relatos, e foco em transcrição da história, um desperdício de tempo para todo mundo assistindo.
O resultado é duplicar a duração de algo que poderia ser um vídeo curto, simples e direto ao ponto, assim como capaz de transmitir perfeitamente a opinião da autora. Com essa pratica, a análise, emissão de opinião, e reflexão sobre o apresentado se tornam quase secundarias, sendo desprezíveis quaisquer ganhos. Tal fenômeno para mim demonstra clara falta do que dizer, ou de constantemente ter algo relevante para falar, uma consequência direta de quando o objeto de análise é curto e incompleto.

Nesse ponto, eu irei contrastar a figura e práticas da Gabi Xavier, com as do Leonardo Kitsune do canal Vídeo Quest, este servindo como expansão do meu ponto. Kitsune evita de forma completa o relatado problema. Apesar de qualquer opinião que você possa ter sobre os argumentos dele (eu com certeza tenho uma), é claro que os meros eventos não são o tópico da discussão. Ao invés disso, o autor utiliza estes principalmente para exemplificar, demonstrar, e reforçar os pontos, mensagens e opiniões que quer passar.  Assim executando uma coerente, focada, e normalmente bem embasada, transmissão de sua opinião e reflexão sobre um episódio de um dado anime.
A partir de tal descrição seria simples pensar que o fato de realizar análises semanais, não está prejudicando o processo criativo e vídeos do Kitsune. Algo que eu realmente discordo, e pretendo demonstrar porquê.

O primeiro problema é obvio, ao analisar um episódio de um anime durante sua duração, tal pratica te impede de falar, ou ter o conhecimento do contexto geral da obra. Logo muito do que você expor em termos de personagens, narrativa, ou questões vai estar unicamente se referindo a uma única parte da série. Isso não parece tão importante isoladamente, mas pode levar a severas distorções.
Um exemplo claro, é como o Kitsune critica o episódio 4 de Promised Neverland, por ser basicamente um episódio de exposição e preparação para futuros eventos. Tal analise pode ser válida como uma crítica do episódio em si, no entanto falha em contemporizar e observar sua função e proposito dentro do trabalho.

Promised Neverland é um thriller, impulsionado principalmente pela tensão, e atividade de ver lentamente os esquemas e estratégias dos personagens desenrolando, e se desenvolvendo. Expectativa, o mistério, e suspense quanto a muitos dos elementos, e informações introduzidas, consistem dos pontos principais da série, os quais terminam por definir seu apelo, e qualidade. Logo ao simplesmente avaliar o episódio como um todo, o crítico tem que abstrair sua importância em relação a futuros eventos, assim como a eficácia do que acaba estabelecendo no contexto do anime. Pois pela mera natureza de como está publicando, ele está se furtando o conhecimento e capacidade de compreender a situação e todo no qual a exposição e introdução de elementos se colocam. (Ele ter dito que leu o manga não muda nada nesse ponto)

Meu argumento é simples, mesmo que se considere a usual defesa a reviews de episódios, que tais servem para comentar momentos, e eventos específicos, o que o crítico acaba fazendo, paradoxalmente torna a análise de únicas cenas e elementos localizados bem piores. Pois a atitude dificulta sobremaneira a pessoa de obter o melhor conhecimento, e capacidade de avaliar e opinar. Assim impedindo a ideal situação para localizar e contextualizar momentos em um todo. Por essa razão sempre me opus a pratica de análises semanais.
Outra questão bem óbvia, pela natureza do lançamento, é como a maioria do conteúdo acaba sendo especulativo. Eu digo isso não só no sentido de se falar de arcos de personagens, narrativos e elementos, muitas vezes com base numa suposição de onde tais estão indo e quais vão ser os resultados.  Muitas vezes a coisa vira literal, um se perguntar o que vai acontecer com esse personagem, qual será a revelação, e elementos a vir no próximo episódio.

Note que eu não sou um fã desse trabalho de realizar teorias, meramente ficar se perguntando o que irá acontecer a seguir num trabalho de ficção. No entanto, para mim é bem clara a diferença entre uma pessoa se perguntando por 2 anos, após Star Wars 7, quem são os pais da Rey, e o Kitsune se perguntando sobre se o Mista, ou Abbaccio, finalmente morreram de verdade após um episódio de Jojo. O primeiro é resultado da própria natureza de como tais filmes foram criados, que tiveram como um de seus aspectos principais o mistério de quem diabos seriam os pais da Rey. Assim o espaço para questionamento e interpretação são intencionais, parte integral dos filmes e de como devem ser avaliados. Isso não poderia ser mais diferente da atitude do Kitsune fazendo o mesmo quanto a Jojo parte 5.  No espaço de um episódio, e semana, teremos as respostas, e provavelmente descobriremos que as suposições são baseadas em nada. Mas independentemente de quão correta uma pessoa possa estar, quando imaginando o que pode ocorrer a seguir no anime, tais teorias não importam.  Pois os eventos e circunstancias as quais se referem não são escritas como mistério, ou algo a se especular sobre, e suas revelações não são de nenhuma forma um twist. A natureza e caráter de levantar dúvidas, e pensar sobre o que realmente aconteceu, ou vai acontecer unicamente existe por causa da publicação e analise da obra semanalmente, e não tem nada haver com como o trabalho é escrito, ou apresentado. Mal existe algo a se ganhar ou aprender com esses pontos, dado 1 semana quando do lançamento do próximo episódio.

O melhor e mais severo problema de realizar analises semanais é algo que deixei por último. Este, eu diria que é indiscutível para qualquer pessoa que já escreveu sobre anime regularmente. É estupidamente difícil, achar algo novo e particularmente interessante para dizer sobre um anime, every fucking week.  Um pequeno exercício mental ajuda a ilustrar meu ponto. Considerem a quinta temporada de Jojo, esta tem 37 episódios, e na maioria das semanas que o anime saiu, Kitsune fez uma publicação. Agora atribuam a cada vídeo, 10 minutos em média, dele falando unicamente sobre Jojo parte 5. Ao se levar essa lógica a suas últimas consequências, o Kitsune produziu 370 minutos de conteúdo sobre o anime durante diversas semanas, ou seja, aproximadamente um pouco mais que 6 horas, sobre JOJO.

Assim, você considera que o resultado da análise, os pontos, argumentos e opiniões produzidas justificam, e fazem valer a pena 6 horas de conteúdo corrido? Eu sinceramente acho que não, e o fato de todas as tentativas nesse estilo, produzirem vídeos de durações muito maiores que as necessárias para falar sobre um anime, demonstra uma impossibilidade no próprio conceito de reviews semanais.
As saídas para o problema de muito tempo, mas muito pouco para comentar são bem claras quando se maratona os vídeos. Observe que tais frequentemente voltam aos mesmos pontos, analisando logica (ou falta de) nas lutas, ou as habilidades de Stands. O ponto de os personagens serem o maior problema da parte 5 é constantemente reiterado, e pior, as conclusões as quais o Kitsune chega são usualmente as mesmas. Ou seja, caindo numa interminável repetição, volta as mesmas ideias, e comentários sobre a obra, espalhados em incrivelmente longo e frustrante conteúdo.

Talvez seja uma questão pessoal, mas eu considero evidente quando uma pessoa já elaborou todos os seus pontos, aplicou sua lógica, julgamento, opiniões, e chegou a completas conclusões sobre o material. Normalmente se esperaria que uma, ou duas horas seriam o bastante, para se elaborar tudo o que você conhece, acha legal, interessante, e merecedor de compartilhamento sobre um dado trabalho.

No entanto esse esquema te força a continuar a produzir, fazer um novo vídeo, falar as mesmas coisas, focar em trivialidades, ou coisas evidentes. Eu tenho que dizer, ISSO É UMA LOUCURA. A necessidade por conteúdo semanal, o qual deve ser rapidamente produzido, gravado, editado, e publicado pouco depois do episódio em si. É claro que isso mata qualidade.

Não sei, talvez minha discordância e critica venham principalmente de uma diferença ideológica. Eu considero o trabalho do crítico particularmente a integração de elementos dispares de uma obra. É claro que você está olhando e avaliando coisas muito diferentes, animação, personagens, música e narrativa. No entanto é como cada um desses elementos se integram a um todo, formam uma unidade e teor coesivo, isso é o que mais importa. A atividade do crítico é exatamente procurar esse todo, tais valores, qualidades e defeitos, para poder transmiti-los a uma audiência.  Por isso minha oposição é quase uma questão de princípios.

Mas ainda assim considero que há mais por trás da minha exposição. O trabalho de assistir reviews semanais, não como elas foram inicialmente pensadas, mas sim ver sem parar horas de conteúdo, isso é o exercício mais esclarecedor quanto aos possíveis problemas. Sério, eu convidaria cada um de vocês a tentar a atividade, e formar sua opinião sobre se tal é a forma mais concisa de apresentação de ideias, ou se constantemente compensa assistir novos vídeos. Os quais com certeza sempre apresentam pontos novos, e são um espaço para frutíferas discussões.

Concluindo, queria deixar claro que não escrevi isso com intenção de ataque, ou roast a algum dos citados.  É inegável que eles poderiam estar criando melhor conteúdo. EU também poderia estar fazendo algo melhor, trabalhando nisso, nesse exato momento. Minha intenção parte mais de mostrar, que são as próprias propostas, métodos de publicação, e dialogo em relação as análises, os quais não os permitem criar vídeos nas condições ideias, ou realmente realizar o melhor.

Creio extremamente na capacidade de auto aprimoramento e melhora de cada indivíduo. E tudo que eu espero que você possa tirar desse ensaio é: uma perspectiva nova em relação a como reviews semanais são percebidas e entendidas por uma parcela da audiência, ou alguma dica ou ideia útil que pode levar a produção de um vídeo melhor.

Enfim, como vocês devem saber não tenho nenhum poder sobre o tipo de vídeo que vai ser primordialmente produzido pelas pessoas. No entanto REALMENTE creio que uma melhora no desastroso estado do anitube brasileiro (se é que tal existe), passa por uma maior discussão debates sobre o que estamos E queremos criar, assim como dos resultados alcançados.








For Takver

Ancoms não são anarquistas.

  Marxistas e ancoms todos tem a pior ideia possível, de síntese entre a sociedade civil, e o estado. Tais não são estatistas em um sentido ...